Era uma vez uma rosa, que sustentava os tropeços de um amor.
Metaforicamente.
E digo que sustentar metáforas exige força descomunal.
Milhões de motivos contra, engolidos por um silencioso e estático símbolo de flor e seu forte sentido.
Ela, sustenta a beleza, a delicadeza, e, sustentava um significado.
Metaforicamente.
Mas diga-me, o que é o amor se não uma metáfora?
Foi-se a rosa.
Curioso, foi-se a metáfora.
Tragicamente, foi-se o amor, incapaz de se manter sem sua sustentação.
Era uma vez uma rosa, era uma vez um amor.
Graças a Deus, ainda temos a metáfora do Outono, pela qual tudo que morre, morre para renascer. Ora mais forte, mais bonito, mais saboroso, mais colorido, mais metafórico.
Já não sei se sou feita de rosa, de amor ou de Outono.
Ou se sou um amontoado de todas as metáforas juntas, a procura constante daquilo que me sustente.

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