A solidão é ausência.
Ausência de corpo,
De presença,
De sorrisos,
E principalmente, de motivos.

É levantar e deitar,
Mas não lembrar do acordar.
Não querer crer,
E não acreditar no querer.
É o gastar dos dias por gastar.
O maior dos pecados, é o não desejar.

Na esperança de um mar seguimos, como o rio.
Só precisamos preencher, vazar o vazio.
Sempre é óbvio aquilo o que evitamos.
Sem saber que estamos, apenas vamos.

E é o querer que nos sustenta,
Que nos alimenta de verdade.
A solidão é fome,
E pode-se morrer dessa fome covarde.

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