Tem dias, que a vida não cabe em mim.

Acordo ressentida, com alma molhada, chorosa, querendo mais ar do que posso respirar.

Esvazio, fico cheia do nada, tentando arrumar espaço para caber a vida que me toca.

Penso em todas as vontades direcionadas ao absurdo, espalhadas pelo mundo, que deixam o amor no mudo.

Mesmo sem espaço suficiente arrumado, ela entra, senta, toma um café. Ela não fala nada mas me conta tudo, até me encher de seu pesar.

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