Acordo, durmo, me arrumo, desarrumo, corro, descanso, vivo com a paz que me traz a certeza da presença de quem amo.

Porque amar é assim, às vezes mar calmo, às vezes tempestade.

Mas é ter sempre um colete salva vidas, para te abraçar, salvar, desafogar.

Amar é juntar, somar, dividir sem conferir.

Essa é a sorte, a de ser sorteado para ser amado.

Acompanhado, apoiado, levantado, abraçado, beijado, deitado lado a lado.

Valei-me Santo Antônio, Afrodite, Coração de Maria, Oxum, São Valentim…
Pois de amor também são feitas as rezas.

Não sei de quantas cicatrizes é feito um amor, mas sei de um coisa e isso ninguém me contou, que ele também é feito de redes, de pães com manteiga, de silêncios, de água na madrugada, de pés gelados embaixo do cobertor, de raiva, de diferenças, de perdões constantes, do nunca estarem sós quando se está só, de escovas de dente, de música…

Ah, a música. Sempre presente, trilha sonora, segura a vela como castiçal de ouro, completa os desenhos com cores, dá som ao cinema mudo das datas, das memórias, das fases.

Amar, se entender no olhar, no ar, na simples postura, num sexo de almas.

A paz de ter alguém, quando não tiver mais ninguém.

 

 

 

 

 

 

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